terça-feira, 14 de setembro de 2010

Estádios vazios, o campeonato visto da TV


Nesta quarta-feira, dia 15 de setembro, teremos uma nova rodada do Brasileirão. E mais uma vez teremos jogos iniciando às 19:30 e outros às 22:00. Tudo para atender aos interesses da televisão, maior patrocinadora da competição. Contudo, até que ponto isso vem sendo vantajoso e/ou benéfico para os clubes?

Nos jogos das 19:30, o líder Fluminense vendeu apenas um pouco mais de 4 mil ingressos na partida contra o Ceará. O Cruzeiro, que avança na tabela, vendeu cerca de 13 mil no jogo contra o Internacional. E Goiás e Guarani jogaram para um pouco mais de 2 mil pessoas no Serra Dourada. Apenas o Grêmio fugiu um pouco à regra, colocando um pouco mais de 20 mil no Olímpico.

As partidas das 22 horas também não tiveram grandes públicos. No Morumbi, um pouco mais de 14 mil pessoas foram ver o time da casa enfrentar o Flamengo. Vitória x Palmeiras em Salvador vendeu menos de 3 mil ingressos.

É verdade que alguns desses times não vem bem no campeonato, mas há também o caso de alguns que estão nas primeira posições. Então, será que o baixo público não tem a ver com o horário das partidas? É muito comum as pessoas terem um expediente de trabalho que vá das 9 às 18 horas. Assim, dependendo de onde trabalha, condições de trânsito e outros fatores, o horário de 19:30 pode ser muito apertado. Já o horário das 22 horas, atrapalha aqueles que precisam acordar cedo no dia seguinte, pois sairão do estádio por volta de meia noite. Sem falar nos problemas de violência que afligem os grandes centros urbanos.

Dessa forma, vale realmente à pena fazer um campeonato apenas para se ver pela televisão? Então talvez fosse melhor que os times jogassem em um campo fechado, sem público, apenas com câmeras de TV. O custo do jogo pelo menos seria menor, certo?

Acredito que já tenha passado da hora dos clubes e da CBF pensarem um pouco mais no torcedor, que é quem, direta ou indiretamente financia tudo isso. Resta saber se os dirigentes estão realmente preocupados com essa questão.

3 comentários:

Rodrigo Federman disse...

Fala, Feras!
Mais uma leitura "futebolística" diária!!!rs!
Abs e SA!!!

14 de setembro de 2010 08:47
Antonio de Pádua disse...

Infelizmente, a televisão ainda é um mal necessário para alguns clubes que não conseguem conciliar seus gastos com suas receitas. Sobrevivem com o dinheiro das transmissões televisivas, que são pagos bem antes de começar o campeonato. Alem disso, há o fator preponderante na constituição de um time de futebol: Bons jogadores. Onde encontra-los? Ora, o futebol vem sendo visto como um gênero de consumo imediato e, preparar jogadores, está se tornando algo caro para clubes de médio porte. As divisões de base estão, cada vez mais, nas mãos de empresários que, ao menor sinal da capacidade do jogador, tentam transferi-lo para outro país. Alem de tudo isso, os horários realmente não condizem com o do torcedor e para terminar, a violencia tambem cria uma expectativa negativa para o espetáculo. Ela existe dentro e fora dos estádios.
Esposto. concordo com o relator do post em gênero, numero e grau
Abraços.

14 de setembro de 2010 09:34
Arquibaldo disse...

Antônio

O que mais me incomoda é que não vejo postura dos dirigentes em tentar mudar esse quadro. Sentam na poltrona e deixam o Clube dos 13 fazer o que bem entende.

14 de setembro de 2010 10:17

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