E a final está quase chegando...



Chega a dar tristeza, mas é a realidade, a Copa está chegando ao fim. Confesso que não estava muito empolgado no início, mas com tantos jogos emocionantes, não teve como não se empolgar. Para quem leu minha primeira postagem sobre a Copa, eu disse que minhas favoritas eram Brasil, Alemanha e Argentina. E não é que as três estão entre as quatro melhores? Pelo menos uma estará na final. Holanda, que apontei como uma daquelas que poderia chegar, é a outra semifinalista.

Falando um pouco das quartas-de-final, passaram os que eu imaginava, portanto nada me surpreendeu. Quer dizer, apenas a dificuldade da Holanda em superar a Costa Rica. Aliás, palmas pela garra e bravura do time caribenho, em especial ao seu ótimo goleiro. Só que pelo bem do futebol, achei melhor a vitória holandesa, pois foi o time que buscou o gol o tempo todo, enquanto o adversário só se defendeu. Brasil e Colômbia foi um jogo dentro do esperado, onde o Brasil poderia até ter levado com mais facilidade se não fosse um dia infeliz (em vários sentidos) de Neymar. Alemanha e França fizeram um jogo equilibrado, mas com uma certa ansiedade no time Francês. E no último jogo, achei que a Bélgica se apavorou diante da Argentina, não soube sair da marcação e não fez o seu jogo. Mas e agora, quem será que fará a grande final?

São dois confrontos bem equilibrados. No primeiro deles, Argentina e Holanda voltam a se encontrar em uma fase decisiva. Em 1998, a Laranja levou a melhor nas quartas-de-final. Penso que essa Holanda de hoje não joga exatamente como a Holanda que me acostumei a ver e gostava de assistir. Não há tanto toque de bola no meio de campo ou trocas de posições. Essa Holanda de Van Gaal é muito mais empenhada no desarme e em saídas em velocidade, contando também com o talento de Robben, seu melhor jogador. Não é a Holanda que eu mais gosto, mas não chega a ser um time feio. Já a Argentina não me agradou. É um time que marca e marca muito, tanto na defesa como no meio de campo. Porém, não vejo muita organização para atacar, parecendo contar apenas com o talento individual dos jogadores de frente, principalmente Messi que, mesmo sem brilhar o tempo todo, tem sido decisivo nos momentos cruciais.

Vejo a Holanda superior não só na tática, mas também no treinador que, ao trocar o goleiro minutos antes da decisão por pênaltis contra Costa Rica, mostrou que é bom estrategista e conhece bem seu elenco. Elenco este que ganhou com a subida de produção de Sneijder nesta reta final. Por depender muito do talento individual dos atacantes, vejo a Argentina mais fragilizada com a perda de Di Maria. Assim sendo, meu palpite é Holanda na final.

O confronto mais esperado com certeza é Brasil contra Alemanha. Sinceramente não vejo vantagem para nenhum dos dois lados. Acho que o Brasil perde seu poder ofensivo sem Neymar, mas nem tanto quando muitos acreditam, mas explicarei meus motivos em outra postagem. Acredito que a zaga brasileira vem fazendo a diferença e, se o técnico Luiz Felipe resolver liberar os laterais, pode obter uma vantagem contra o time alemão. Contra a França, a Alemanha armou uma linha de quatro na defesa que pedia para tomar um gol, caso o time francês não insistisse no jogo pelo meio. Usando mais os laterais, talvez até Fred apareça mais no jogo.

Pelo lado alemão, insisto, assim como o Brasil, é um time que ainda não me empolgou. São eficientes na defesa e ataque, mas penso que muitas vezes lhes falta inspiração para uma jogada mais criativa, além do talento individual que poucas vezes aparece. Vai ser um bom jogo, travado e imprevisível. Mas, em minha opinião, vai dar Brasil.

Agora é esperar e torcer. Tomara que eu continue acertando os palpites, hehe, mas, novamente, que vença o melhor!
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JOGUEM POR ELE


Acho improvável que qualquer cidadão do mundo imaginou a saída de  Neymar da Copa das Copas da maneira que aconteceu, talvez  uma eliminação precoce, um cartão vermelho talvez, mas não com uma contusão tão grave que o impeça de disputar as duas últimas partidas da competição.
A fase final desta Copa tomou uma dramaticidade tamanha, uma comoção nacional.  Não bastasse todo o sofrimento da partida contra o Chile, sofremos antes da partida contra a Alemanha por sabermos que não contaremos com o nosso principal jogador. O desfalque de Neymar pode resultar em duas situações: 1) abater o time psicologicamente e já entrar apequenado, jogando como se a Alemanha  fosse a grande equipe  e nós a zebra; 2) Motivo de superação, jogadores dando um pouco mais de si recompensando a ausência do  seu grande líder técnico abatido fora de campo, situação que eu acredito que possa acontecer  sem nenhum patriotismo exacerbado.
É inegável que a pressão diminuiu e muito com a ausência de Neymar, não será nenhuma catástrofe sermos derrotados pelos  alemães na próxima partida, mas  chegou a hora da nossa seleção ser guerreira.  Esqueça, não jogaremos bonito, desculpem os saudosistas mas o que todos nós queremos é ganhar a Copa, jogando feio, ganhando com um gol contra, de qualquer maneira desde que não seja  roubado! Jogar bonito é bom demais, mas como em uma empresa, o que todos esperam é um resultado positivo, boas intenções não levam ninguém a lugar nenhum, a França nos proporcionou bons jogos, mas ninguém se lembrará deles dentro de alguns dias.
Joguem por ele Brasil, e entrem para a história como a seleção que ganhou a Copa em casa!

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QUEM TEM A RAZÃO?



Disseram que não teríamos Copa.
Disseram que a Espanha era favorita  ao título.
Disseram que a Costa Rica seria saco de pancada no grupo da morte.
E agora  dizem que a Alemanha é favorita, que bom!
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HAJA CORAÇÃO!!!

Pegando carona na ideia de Lígia Albuquerque, minha amiga da época do ensino médio, resolvi preparar-me para fortes emoções...e você?


*imagem retirada do site https://www.facebook.com/JornalLitoralNews

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Os patrocinadores riram à toa. E agora, quem passa?


Semana passada, coloquei aqui meus palpites para as oitavas de final. Somente não fiz escolha no confronto das zebras Costa Rica e Grécia. Acabou dando a lógica e acertei todas as seleções que achei que passariam, mas eu não esperava que alguns jogos fossem tão sofridos!

Dos oito jogos das oitavas-de-final, somente três não foram para a prorrogação. Desses três, somente o jogo Colômbia 2 x 0 Uruguai foi um jogo em que o vencedor não passou sustos. Holanda suou para vencer o México de virada no apagar das luzes. E França, mesmo com 2x0, chegou a levar sufoco da Nigéria e só marcou seu gol depois da segunda metade do segundo tempo.

Desses cinco jogos com prorrogação, dois foram para os pênaltis e os outros três foram com sufoco até o apito final. Se essa não é a melhor Copa em termos técnicos, talvez esteja no mínimo sendo a mais emocionante. E provavelmente a com mais visibilidade dos anunciantes e patrocinadores, ou alguém acha que os donos das empresas com placas e anúncios nos jogos não ficaram com sorriso de orelha a orelha com esses jogos de 120 minutos?

Bem, agora afunilou e é hora de novos palpites. Brasil até agora não fez uma partida convincente, depende muito de Neymar e seus jogadores passam por tanta pressão e nervosismo que até psicóloga foi convocada. A Colômbia, por outro lado, jogou um ótimo futebol até agora. Praticamente não passou sustos e venceu a maioria dos jogos com autoridade. Embora, verdade seja dita, teve adversários mais fracos que os do Brasil. E aí, contra a Seleção Brasileira, sofrendo a pressão da torcida e o peso da camisa, será que a Colômbia vai jogar da mesma forma? Vai jogar e deixar o Brasil jogar? Seu principal jogador vai manter a mesma tranquilidade e eficiência? Sinceramente, não acredito. Minha aposta: Brasil.

Alemanha e França devem fazer um jogo equilibrado. Acho o estilo de jogo de ambos parecidos e nenhuma das duas empolgou até agora. Apesar da França não ter sofrido uma prorrogação, achei que em alguns momentos foi inferior à Nigéria, dando espaços que uma Seleção mais experiente não desperdiçaria. Alemanha também teve dificuldades, mas não achei que houve de fato chance de vitória argelina. Meu palpite: Alemanha.

Argentina e Bélgica promete ser um jogo bem interessante. O time belga foi apontado como a futura sensação da Copa antes do torneio começar e de fato vem crescendo na competição. A vitória suada no placar e na prorrogação não diz o que foi o jogo, com o time europeu dominando completamente e o goleiro norte-americano fazendo milagres. A Argentina, tal como o Brasil, ainda não fez uma partida convincente e tem problemas na defesa. Porém, tem o craque Messi resolvendo, ainda que nos minutos finais e bons atacantes. Talvez esse seja o jogo mais difícil de se apostar. Vou ficar em cima do muro dessa vez e apostar no empate no tempo normal. Na prorrogação, vence o time que estiver menos apavorado. Se fosse apostar valendo eu escolheria Argentina, mas estou com uma pulga atrás da orelha me dizendo que vai dar Bélgica...

Já o último confronto, só mais uma zebra tira a vitória holandesa. O time laranja é muito superior à surpresa costarriquenha que chegou a me desapontar no jogo contra a Grécia. Recuou logo que fez 1x0 e acabou sendo castigado. Parece ser daqueles times que surpreendem, mas fraquejam na hora de decidir. Penso que Holanda não terá muitas dificuldades.
 

As fichas estão lançadas! Continuo querendo ver Brasil x Alemanha na semifinal!
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O dedo de Felipão

   
 Fatos inusitados tem acontecido nesta Copa do Mundo, antes mesmo da bola rolar ficamos impressionados com a aceitação de todos o país com a convocação dos escolhidos de Felipão. Nenhuma ausência foi sentida ou questionada, apenas um jogador não inspirava confiança em sua posição: Julio Cesar.
Antes mesmo da competição sua convocação foi bastante questionada, mesmo depois de atuações seguras na Copa das Confederações  já que ficou mais de 6 meses no banco do Queens Park Rangers e depois foi atuar em um time mediano da Liga  Americana. Depois da Copa de 2010 Júlio entrou em um declínio, parece que as portas dos grandes clubes europeus  fecharam-se por completo, o que aumentava a desconfiança da mídia e da torcida com relação a sua titularidade.
E aí vem a partida contra o Chile que o redime, herói da partida o goleiro conseguiu apagar todo o histórico dos últimos 4 anos, sua entrevista ao término da partida emocionou a todos  os brasileiros, ele verdadeiramente transformou-se em nosso herói.  E é justamente aí que entra o dedo de Felipão.
Em 2002 o dedo de Felipão barrou Romário, comoção nacional. Como o baixinho poderia ficar de fora e termos Luizão, Edílson, Kléberson e Gilberto Silva convocados? Todos estes foram escolhas pessoais de Felipão, e ainda posso acrescentar a este  grupo Lúcio e Anderson Polga que eram até então desconhecidos da grande massa  e Ronaldo voltando de uma grave contusão. Felipão estava certo, ganhou a Copa, não foi preciso o talento de Romário, mas hoje precisamos mais do que nunca da segurança de  Julio Cesar.
A partida contra a Colômbia será mais uma prova se o dedo de Felipão vai funcionar novamente, será que a convocação e titularidade de Júlio Cesar foi correta?  E a convocação de Jô? Será que ele é uma real alternativa para substituir o Fred? Com a exeção de Vittorio Pozzo em 1938, nenhum técnico já campeão mundial repetiu o feito, cabe a Felipão provar que suas escolhas estarão certas como estiveram em  2002  e fazer história no Brasil.
Esta é a nossa torcida e esperança!
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A Imaturidade e a "Geração Perdida"



A Seleção Brasileira ainda não fez uma partida convincente nesta Copa. A zaga ainda está insegura, o meio de campo marca mal e não cria nada e o ataque depende totalmente de uma jogada individual de Neymar. Problemas para o técnico resolver, que inclusive já reconheceu o mau futebol. Entretanto, além do problema técnico e tático, é nítido que a Seleção Brasileira também carece de maturidade.

Dos 22 convocados, somente Júlio César, Daniel Alves, Thiago Silva, Maicon. Remirez e Fred já disputaram uma Copa. Sendo que alguns nem eram titulares. No jogo contra o Chile, foi visível a irritação dos brasileiros por não conseguir construir as jogadas algumas vezes. Oscar, Hulk, Fernandinho e até Neymar por muitas vezes demonstraram ansiedade para definir um lance. E Thiago Silva, bom zagueiro, está com uma postura longe do que se espera de um capitão. Ao final da última partida foi possível ver como os nervos dos jogadores estão à flor da pele, com jogadores muito emocionados.

Acredito que essa imaturidade é visível devido à falta de jogadores mais experientes no grupo. Alguém que saiba acalmar os ânimos, fazer uma leitura do jogo de dentro das quatro linhas, ser um técnico entre os jogadores, alguém que saiba conduzir os mais novos. Mas quem seriam esses jogadores? São justamente os que eu chamo de “geração perdida”.

Jogadores como Ronaldinho Gaúcho, Robinho , Adriano e Kaká hoje não estão com idade tão avançada assim. O primeiro está com 34, o segundo com 30 e os demais com 32. No futebol de hoje ainda podem jogar perfeitamente caso façam uma boa preparação física, que foi justamente o que a maioria deles não fez. Esses quatro jogadores estavam no auge de suas carreiras na Copa de 2006, mas creio que todos se lembram de como foi aquela Copa. Um total desinteresse dos jogadores, um festival de oba oba e descompromisso, como se não precisassem correr para vencer os jogos. E nenhum pulso forte no comando da Seleção para frear a bagunça que acabou resultando em apresentações fracas e uma eliminação antes do que se esperava. E foi ali que começou o declínio daquela geração, fazendo com que muitos daqueles jogadores nem sequer fossem mais lembrados para a Copa seguinte.

O quarteto de jogadores que citei, poderia não estar no seu auge agora, mas deveriam estar naquele momento estável da carreira. Aquele momento em que se tornam os jogadores de segurança, de confiança do treinador e do grupo. Não digo que ainda fossem jogadores que pegassem a bola e resolvessem, mas sim aqueles jogadores experientes que, no momento de dificuldade, passem a bola para eles que eles acalmam o jogo. Não precisariam nem ser titulares, mas poderiam estar no grupo para justamente conduzir os mais novos e entrar em partidas nervosas como foi a última.

O problema é que, como falei antes, essa geração se perdeu. Ronaldinho Gaúcho teve um enorme declínio na carreira a partir dali. Uma série de lesões musculares, talvez até motivadas por uma má preparação física causada por falta de seriedade, fizeram-no pouco jogar no Barcelona. Teve passagem apagada no Milan e no retorno ao Brasil vive de alguns lampejos. Adriano viveu uma vida cigana de empréstimos, não chegando a acertar em nenhum lugar, exceto pelo bom ano de 2009 no Flamengo. O jogador chegou a virar motivo de piada pelo tamanho da barriga. Já Kaká e Robinho ainda conseguiram manter um bom futebol após 2006, o que os levou a disputar a Copa de 2010. Porém, Kaká teve um grave problema no joelho, o qual fez com que nunca conseguisse recuperar seu bom futebol. Já Robinho entrou em declínio após 2010, fazendo com que o Milan já se dispusesse em negociá-lo, mas o jogador parece já achar que conseguiu uma aposentadoria no time italiano, não demonstrando interesse em se transferir.

Deixo claro que não estou dizendo que esses jogadores deveriam ter sido convocados, até porque listei acima que todos estão em momentos ruins da carreira. Estou, na verdade, lamentando que os quatro não estejam em bons momentos, pois poderiam estar contribuindo agora. É muito comum as Seleções levarem alguém mais experiente, mesmo que em alguns casos o jogador vai atuar pouco. O grupo atual do Brasil é um bom grupo, mas ainda é muito novo. Carece dessa experiência que poderia ser dada por esses jogadores mais gabaritados. Porém, eles não se ajudaram (com exceção de Kaká, que teve problema físico) e agora, não podem ajudar o Brasil. Ronaldinho Gaúcho disputou sua primeira Copa em 2002 e era um dos principais jogadores daquela Seleção. Porém, tinha com quem dividir a responsabilidade. Ronaldo e Rivaldo eram os pontos de segurança e equilíbrio daquele time, juntos com os laterais experientes. O próprio Kaká, reserva naquele grupo, deve ter aprendido muito naquele momento. Em 2006 ele foi um dos poucos que levou a competição a sério. 




Neymar hoje é a saída técnica para uma jogada individual, mas quem é o jogador da confiança moral e do respeito do grupo? Quem é o jogador que sabe ler a partida e dizer as companheiros para atacar mais pela esquerda ou pela direita? Quem é o jogador com moral e liderança para gritar com o companheiro e mandá-lo prestar atenção ou tocar a bola? Quem é o jogador com experiência para chegar num jogador mais novo que está visivelmente nervoso e acalmá-lo? Quem é o jogador de segurança do grupo hoje que bota a bola no chão e acalma o grupo? Simplesmente não temos esse jogador.

Caberá ao técnico Luiz Felipe assumir não só um papel de “paizão”, mas também de liderar o grupo. Chamar um jogador e falar para soltar mais a bola, pois não joga sozinho. Falar para um lateral que se o outro subiu, ele tem que ficar. Mandar um marcador ficar mais atento à movimentação adversária e não apenas à bola. E, principalmente, saber acalmar os jogadores ajudando-os a suportar a pressão de jogar uma Copa em casa. A Seleção não precisa agora somente de um comandante, mas sim de um líder de fato!

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Valeu, Chile! Abre o olho, Brasil!!!



No dia 18 de junho de 2014 foi feriado de meio expediente no Rio de Janeiro. Em meio ao caos urbano em que se tornou a cidade, com muita dificuldade consegui pegar um metrô lotado. E junto com muita gente que saía do trabalho, havia um enorme grupo de chilenos que se dirigia ao Maracanã para acompanhar o jogo Chile x Espanha. Fiquei impressionado com a animação dos torcedores que cantavam músicas exaltando sua Seleção e alguns momentos até cantavam músicas brasileiras adaptadas para o Chile. 

Já vi torcidas de clubes brasileiros fazer a mesma festa, mas ainda não vi a torcida brasileira fazer o mesmo pela Seleção. Creio ser um problema de (falta de) identificação com a Pátria, algo que leva um capitão a gritar o nome da esposa em vez de gritar o nome do País ao erguer a Taça Mundial, mas deixemos essa discussão para outro momento. A questão é que naquele momento o Chile ganhou minha simpatia. Foi emocionante também ver sua torcida também fazendo a capela no Maracanã. Não teve como não torcer por eles contra a Espanha. É evidente que houve os vândalos que invadiram o estádio, mas não os considero representantes da torcida, mas sim a exceção.

Exatamente por isso, fiquei chateado quando vi que o Brasil enfrentaria o Chile. Em nenhum momento duvidei da classificação brasileira, embora não achasse que seria tão sofrida. Mas eu gostaria que a seleção chilena tivesse ido mais longe, tinham uma boa equipe e uma torcida vibrante. Só que deram o azar de, mais uma vez, enfrentar o Brasil nas oitavas. Óbvio que torci pelo Brasil, mas com certo lamento pelos chilenos.

Sobre o jogo, como já disse, não esperava que fosse tão sofrido, embora também não achasse que seria fácil. O Chile esteve irreconhecível no primeiro tempo. Assustado, com espaços na defesa e sendo colocado na roda pelo Brasil que, soberbo, insistia em não pressionar e não matar o jogo de vez. Até que o (até hoje) inexplicável titular Hulk resolveu dar um gol ao time chileno, numa bola que achei até ser defensável. A partir daí o nervosismo tomou conta do Brasil que, mesmo ainda dominando a partida, não conseguia articular as jogadas finais.

Já na segunda etapa, Jorge Sampaoli deu um verdadeiro nó tático em Felipão. Aliás, não é a primeira vez que vemos um técnico latino fazer isso com os preguiçosos treinadores brasileiros. Sampaoli adiantou sua linha defensiva, acertou a marcação em Neymar e aí o Brasil não jogou mais. E o pior, Felipão mostrou não ter a menor variação tática para fugir da marcação. Algo preocupante, mas não surpreendente, de certa forma.  Na prorrogação, o Chile claramente pôs a gravata vermelha, talvez pelo forte calor de BH. Aliás, quem inventou esses horários? Se fosse no campeonato brasileiro o pessoal do Bom Senso já estaria com a boca no trombone. O fato é que o Chile não quis mais jogo, se acovardou, catimbou e o Brasil não conseguiu superar. O Chile ainda teve uma última bola na trave ao final do jogo, mas pela postura que teve na prorrogação o mais justo foi mesmo a disputa de pênaltis, onde brilhou a estrela de Júlio César que sempre foi especialista neste item.

É claro que a torcida brasileira tem que comemorar e muito, mas a comissão técnica e os jogadores precisam trabalhar. O Brasil ainda não fez uma partida convincente na Copa. Oscar me enganou no primeiro jogo, mas depois tornou-se uma irritante figura omissa e displicente, tanto na criação como no apoio. Neymar é o craque do time, sem dúvida, mas é impressionante como custa a tocar a bola. Hulk para mim é inexplicável como pode ter sido convocado, pois o que lhe sobra em força física falta em técnica e inteligência. Fred continua mal e ainda recebe poucas bolas, mas tem a seu favor o fato de seu reserva, Jô, ser muito pior. As laterais também estão muito aquém do que se esperava, no apoio e na marcação. Assim, penso que o Brasil pode levar a Copa, mas no momento seria mais na base do embalo, da empolgação e da galera do que do futebol jogado. Precisa melhorar muito!

Já o Chile, podemos dizer que caiu de pé. Seus torcedores não devem estar felizes, mas provavelmente se sentindo honrados. Assim, parabéns pela aplicação e pela vibrante torcida, Chile! Boa sorte em 2018!

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Uma Copa de surpresas! O que acontece agora?



Antes da Copa do Mundo começar, fiz uma aposta aqui de quais seleções teriam mais chances de conquistar a Taça. Bem, minhas três favoritas seguem no páreo, mas das outras quatro que disse que poderiam chegar, somente a Holanda se manteve na competição. Realmente, até agora tem sido uma Copa que derruba prognóstico e acaba com bolões!

Quem em sã consciência imaginaria que a humilde Costa Rica se classificaria em primeiro no chamado “grupo da morte” que tinha Itália, Inglaterra e Uruguai? Pior ainda, quem imaginaria que as duas europeias seriam eliminadas? Eu nem achei que a Inglaterra jogou mal suas partidas, mas faltou aquele espírito de Copa que sobrou ao Uruguai. Já a Itália foi a Itália de sempre, com aquele esquema defensivo que muitas vezes à leva à final. Não foi desta vez, passou longe.

Penso que ninguém imaginava também uma eliminação pré-matura da Espanha. Havia comentado que a “Fúria” havia perdido a força de antes, que poderia até chegar pela qualidade dos jogadores, mas levar goleada na estreia e perder para um surpreendente Chile? Não, eu realmente não esperava isso!

Não fiquei surpreso com Portugal, que penso ser quase que totalmente dependente de um Cristiano Ronaldo fora de forma. Minha decepção foi com a Rússia. Depois da boa classificação nas eliminatórias, não imaginei que seria eliminada em um grupo com Bélgica, Coréia do Sul e Argélia. O time russo só fez dois gols e não venceu sequer um jogo. Desanimador. Claro que também tivemos surpresas positivas como a Colômbia e a França. A classificação de ambas não foi surpreendente, mas sim o bom futebol praticado. Fazer cinco gols na tradicional defesa Suíça é algo a ser exaltado. E o time colombiano sobrou em seu grupo.

Diante disso, que prognósticos podemos traçar das oitavas-de-final? É uma tarefa difícil, pois quem sabe que outra surpresa poderemos ter? Certo é que com o confronto entre as duas surpresas, Costa Rica e Grécia, teremos um participante inédito em uma quarta-de-final. Mas sobre os demais confrontos, lamento que o chaveamento tenha provocado o encontro de quatro sul-americanos. Brasil, Chile, Colômbia e Uruguai vão se enfrentar e somente um chega à semifinal. Como muitos estão dizendo, esse de fato é o melhor Chile que já vi em uma Copa, pela organização e entrega em campo. Mas não vejo ainda nele jogadores capazes de chamar a responsabilidade e resolver. Por isso ainda aposto no Brasil que deverá fazer um belo jogo contra o bom time colombiano, a menos que a garra uruguaia surpreenda. Porém, ainda aposto na Colômbia.

Nas outras chaves, creio que franceses e alemães passarão sem dificuldades pelos adversários africanos, que mais uma vez sobram em velocidade e disposição, mas pecam na marcação e disciplina tática (algo que sobra nos europeus).  Holanda e México será uma partida interessante. À primeira vista vantagem total para a Laranja, mas não deverá ser um jogo tão fácil, pois o México sabe marcar bem as principais jogadas do adversário. Se a Holanda entrar de salto alto corre o risco de voltar mais cedo. Mas penso que o time holandês deve passar e ir até a semifinal, superando uma das zebras Costa Rica ou Grécia (nesse confronto não aposto em ninguém), futuramente.

Os hermanos argentinos pegaram o chaveamente, teoricamente, mais fácil. É verdade que na disputa contra a Suíça devem encontrar uma defesa forte, que dificilmente vai repetir os mesmos erros que teve contra a França. A Argentina ainda não fez uma boa partida de fato, mas com Messi e DiMaria em campo eu creio que superará a marcação suíça. E deverá ir até a semifinal passando pelo vencedor de Bélgica x EUA. Neste confronto também é difícil apostar, pois a tão comentada seleção belga venceu seus três jogos no grupo (que não tinha rivais de peso), mas passou sufoco em todos eles. Os EUA também não obtiveram uma classificação que chamasse atenção, mas fizeram bom jogo contra os alemães. Bem, mas já que tenho de escolher um, fico com a Bélgica.

Bem, é óbvio que posso errar todos os meus palpites, afinal essa é uma Copa com várias surpresas. Inclusive fiquei lá atrás em todos os bolões que participei... Mas ser engenheiro de obras prontas é fácil, então penso que, mesmo com a possibilidade de errar, estas são as minhas apostas. Gostaria muito de ver semifinais com Brasil x Alemanha e Holanda x Argentina e esse é o cenário que imagino. Até lá, muitos resultados surpreendentes podem acontecer, mas, como sempre, que vença o melhor! 

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SOMOS TODOS VIRA LATAS?



        Segundo o brilhante escritor Nelson Rodrigues, o brasileiro é narcisista às avessas, facilmente colocamos qualquer coisa acima de nossas qualidades, a síndrome do vira lata  surgiu em 1950 com o Maracanazo e apesar de sermos o país com mais títulos mundiais, ainda assim facilmente colocamos qualquer outra equipe que faça dois ou três jogos bons em um nível superior ao nosso.
A baixa autoestima brasileira não resume-se apenas ao futebol, mas irei reter-me a este assunto neste texto, pois fico impressionado com tanto valor que damos a algumas equipes que tem demonstrado um bom futebol, mas nenhuma delas, NENHUMA, é uma sombra do que foi a seleção brasileira de 1970 ou de  1982.
Por exemplo, fazendo uma rápida pesquisa sobre os principais jogadores de Colômbia e Chile, rapidamente percebemos que o desempenho de nossos jogadores são consideravelmente maiores, a maioria das seleções não possuem em seu banco de reservas jogadores que substituam suas principais  estrelas à altura, no máximo tem um bom time,  não uma boa seleção.
E quanto a nós? Somos totalmente dependentes de Neymar? Somos sim, e graças a Deus temos um craque como ele em nosso time, tirando Argentina e Portugal, nenhuma seleção possui um fora de série dentro de sua seleção, e nem mesmo Argentina e Portugal possuem um Thiago Silva em sua zaga, não é mesmo?
Jogamos em casa, todas as 15 seleções que ainda disputam a Copa não querem nos enfrentar antes da final, somos penta campeões mundiais e não devemos temer ninguém.   Perder é do jogo, faz parte, mas o Chile não deve nos meter medo, vamos ganhar deles sim, vamos avançar e acabar com esta síndrome de vira lata  de uma vez, pelo menos no futebol.

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UMA COPA QUE JAMAIS ESQUECEREMOS!

A Copa do Mundo no Brasil tem sido chamada de “A Copa das Copas” e temos muitas razões para isso, uma copa que começou muito antes de sua abertura e com 15 dias já entra  para a história dos mundiais por várias razões.
Podemos dizer que esta Copa começou durante as manifestações na Copa das Confederações, nunca um país sede  rejeitou tanto o evento, nunca os investimentos foram tão  questionados,  o movimento “não vai ter copa” espalhou-se pelo  país e muito temeu-se pela realização do evento. Se não bastasse  as manifestações, os estádios foram entregues muito depois do prazo estabelecido,  obras inacabadas, FIFA injetando dinheiro para o término de coisas básicas e muitos estádios como  o da abertura não passaram pelos testes finais.
E então veio o dia 12 de junho, pela primeira vez um chefe de estado não realiza o seu pronunciamento na abertura da competição, temendo ser hostilizada nossa “Presidenta” preferiu ficar sentadinha ao lado de Joseph Blatter , mas  não  conseguiu  fugir dos insultos.

E mesmo com tantos contra tempos o que  temos visto em campo tem superado  todas as expectativas, uma primeira fase com muitos gols, coisa que não acontecia a muito tempo! Goleadas épicas como a da Holanda sobre a atual campeão Espanha, a grande zebra Costa Rica que deixou pra trás 3 campeões mundiais, a saída precoce de Espanha, Inglaterra e Itália na primeira fase, recorde de Klose, Argélia tornando-se a primeira equipe africana a marcar 4 gols em um único jogo, e sem contar o que  fizeram individualmente os craques.
Como esquecer o gol de Van Persie  contra a Espanha? É impressionante assistir as arrancadas de Robben durante a Copa, a impressão é que ele é inalcançável!  Outro destaque é o goleiro Ochoa, que realizou uma defesa memorável na cabeçada de Neymar. Tem também dois craques levando suas seleções nas costas: Messi e Neymar, e tem aquele que não conseguiu suportar o  peso, lê-se Cristiano Ronaldo.
E para terminar, o personagem principal até o momento : Luiz Suarez.  O craque uruguaio tem sido manchete antes da abertura da competição, operou o joelho, recuperou-se a tempo,  foi decisivo em uma partida pela sua  seleção e mordeu literalmente um adversário em campo.  Luiz é  um caso especial, até sua exclusão entrará para a história da competição, um artilheiro nato e incontrolável.
E que venha a fase eliminatória, que a Copa das Copas nos traga novos heróis, novas histórias e emoções!

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